21/06/2019

Festejos juninos da sede e do distrito de Itatiaia ficarão em torno de R$ 240 mil reais, informa prefeito; Capim Grosso anunciou R$ 330 mil só de atrações e Quixabeira em média R$ 200 mil reais

O prefeito de São José do Jacuípe, cidade que incorpora o Território da Bacia do Jacuípe, com 10.417 pessoas, de acordo com informações do IBGE – Instituto de Geografia e Estatística, informou ao REPORTERBAHIA, mediante solicitação, que os festejos juninos da sede e do distrito de Itatiaia, terão um custo na ordem de R$ 240 mil reais, envolvendo artistas e estrutura.

Na conversa com o gestor, foi solicitado também o valor do investimento para a estruturação da Avenida José Vilaronga Rios, espaço que liga a lagoa na entrada da cidade até a ponte. O projeto é composto por: pista de cooper, iluminação, pintura, proporcionando assim um novo visual para a cidade, principalmente à noite, com valor aproximado de investimentos na ordem de R$ 200 mil reais, mas segundo relatos de moradores, mesmo com a realização, a cidade segue precisando de mais atenção da gestão municipal. “O prefeito até que atende bem, mas é muito ausente”, disse uma moradora à nossa reportagem.
Sobre o resultado da festa realizado na sede do município, a jovem Sara Vilas Boas, escreveu em sua página no Facebook: “São José é conhecido como tendo um dos "melhores" São João da região, não por trazer ao palco grandes atrações, mas pelo autêntico forró Pé de Serra, vivenciado por um povo que espera essa data como um grande prêmio; pessoas que vêm de fora para encontrar familiares e amigos, sem contar o número de visitantes que a cidade recebe por conta dessa animação. Aqui, é fato, o que tocar o povo dança, mas me desculpem os que têm opiniões divergentes da minha, esperávamos mais, muito mais #Forró de verdade”, escreveu. Por fim, elegeu os donos da festa: “O nome que deixou marcado a 1° Noite do Arraiá do Cabral chama-se Júnior Moral, animando e cantando o bom #Forró, com destaque ainda para Bia Alves, que também deu um show, pena que não concluiu sua apresentação”, publicação que rendeu vários comentários em sua página.
Em Capim Grosso, o Arraiá do Capital, vai custar aos cofres públicos, isso no que se refere as atrações, R$ 330 mil reais, ficando de fora dos gastos: palco, som, geradores, toldos, decoração, dentre outras despesas. Já no município de Quixabeira, festa realizada antecipadamente, o prefeito informou ao REPORTERBAHIA, após conceder entrevista ao JORNAL TRANSAMÉRICA, edição da manhã, que os gastos da festa giraram em torno dos R$ 200 mil reais.
O MP BA orientou que promotores instaurem procedimentos para verificação de gastos que não estejam de acordo com os princípios da legalidade, impessoalidade, eficiência e moralidade administrativa. Já o Tribunal de Contas dos Municípios não emitiu nenhuma orientação referente ao tema, prevalecendo medidas dos anos anteriores.
As recomendações estão divididas em sete itens. São eles: seguir a regra da tradição; ter previsão orçamentária da despesa; contratar artistas não consagrados por meio de processo licitatório; contratar artistas de renome com pareceres jurídicos, técnicos e adequação de preço; evitar realização dos festejos para o caso de municípios em situação administrativa irregular; examinar cuidadosamente as festas com patrocínio; e ter atenção redobrada com a execução do plano de trabalho dos municípios apoiados pela Bahiatursa e Ministério do Turismo.
“Estamos em crise e com as festas podemos melhorar a economia, mas todos os gastos precisam ser feitos com responsabilidade e acompanhamento rigoroso. A UPB está à disposição dos prefeitos para que a gente possa garantir os festejos com tradição e fiscalização”, disse o presidente da UPB e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro.

Texto: Arnaldo Silva, DRT – 2805/BA – com informações complementares da UPB/Foto: Facebook de Sara Vilas Boas. 

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