19/04/2018

Capim Grosso: Dr. Humberto Marino fala sobre os últimos acontecimentos da área policial na cidade. “Nós estamos atentos, estamos trabalhando, tomando todas as medidas cabíveis, com o objetivo de desarticular essas práticas no município”, citou o delegado



Em entrevista ao REPORTERBAHIA, a notícia com responsabilidade, o delegado de polícia de Capim Grosso, Dr. Humberto Marino, falou sobre os últimos acontecimentos na cidade, com destaque para o triplo homicídio e a morte de Galego, mas na verdade o que passou a mexer com o sentimento da população tem como citação o dia 04 de março, quando um jovem de 19 anos, foi assassinado no Bairro Novo Oeste, tendo ainda como vítima uma garota de seis anos de idade, atingida na cabeça por um dos disparos.
Uma semana depois a garota morreu, dentre outros registros, com mais um fato de grande impacto voltar a mexer de novo com o sentimento da população no dia 11 de abril, com o assassinato de Cacau, ex-candidato a prefeito de Capim Grosso, na eleição de 2012, morto a tiros no Bairro Vicente Ferreira; 15 de abril, o triplo homicídio no Bairro Sacramento, por fim, a morte de Galego, no Bairro José Mendes de Queiroz, Contorno de São José do Jacuípe, dentre outros acontecimentos que estão deixando a população bastante apreensiva. “Comparado ao mesmo período de 2018 houve um crescimento muito grande na violência em Capim Grosso, mas estamos trabalhando com o apoio da 91ª CIPM, Ministério Público, Judiciário, RONDESP, onde serão desenvolvidas ações especificas que contribuirão para mudar o cenário da violência em Capim Grosso”, colocou o delegado.
Sobre a morte dos dois adolescentes e do jovem de 25 anos, o delegado disse que o triplo homicídio está sendo investigado bem como outros crimes, com inquéritos em andamento, causas e circunstâncias da morte dos adolescentes e do jovem, com pedidos de prisões, dentre outras medidas judiciais, sendo que a linha de investigação da polícia gira em torno de embates entre facções rivais: “Falei na última entrevista sobre a disputa de facções rivais, por conta da venda de drogas”, colocou o delegado e disse mais: “Nós estamos atentos, estamos trabalhando, tomando todas as medidas cabíveis, com o objetivo de desarticular essas práticas em Capim Grosso”, citou o delegado.
Sobre a morte de Galego, que morava na Rua do Ixú, no Bairro José Mendes de Queiroz, Contorno de São José do Jacuípe, o delegado colocou: “os policiais foram cumprir uma medida judicial e foram recebidos a bala. Em defesa de suas vidas revidaram contra o mesmo que não resistiu aos ferimentos e veio a óbito; por sinal esse indivíduo já vinha sendo investigado por tráfico de drogas e homicídios registrados no final do ano passado e também em 2018”, pontou o delegado.
Vandenilson Carneiro da Silva, 33 anos, conhecido por Galego, chegou a ser socorrido para a UPA 24h, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. O mesmo era visto constantemente pelas Ruas da cidade, em uma carroça conduzida por um jumento, catando material reciclável, papelão, ferro, plástico, acompanhado de crianças que o mesmo dizia que eram seus filhos.
A morte de Galego não contabiliza como homicídio, por se tratar de ação policial em decorrência de interferência, disse o delegado. Sendo assim, Capim Grosso, continua contabilizando 10 assassinatos em 2018, uma tentativa de homicídio, mais a morte da garota de seis anos de idade, vítima de disparo de arma de fogo em meio a morte de um jovem de 19 anos.

Texto: Arnaldo Silva, DRT – 2805/BA – com informações do delegado de Polícia Dr. Humberto Marino, em entrevista gravada para o REPORTERBAHIA e Jornal Transamérica 2ª edição/Foto meramente ilustrativa. 

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