A noite de terça-feira, 06 de fevereiro, com extensão para a madrugada desta quarta-feira, 07, com chuva caindo ainda durante as primeiras horas da manhã, entra para a história de uma região de seca, chuva em poucos períodos do ano, tendo como resultado prejuízos enormes na lavoura, que já não é mais cultivada como em outras décadas, na criação do gado, na condução da vida.
O tão precioso líquido que era esperado principalmente por quem reside na zona rural, no mês de dezembro, veio mesmo só em fevereiro, na semana da folia carnavalesca, alagando Ruas, enchendo tanques, riachos, rios, açudes, fechando estradas, abrindo novas possibilidades para 2018, ano de decisões importantes na vida da nação, como o pleito eleitoral de outubro, que marcará a escolha de novos deputados estaduais, federais, senadores, governadores, presidente da república.
Em Capim Grosso, município composto por 31.392 pessoas, o registro de acordo com informações publicadas através do WhatsApp, foi de 102mm de chuva, entre 04:20 e 08:05min.
Em Serrolândia, município composto de acordo com dados do IBGE/2017, 13.832 pessoas, registrou de acordo com informações do Portal Serrolândia, mais de 200mm de chuva.
No município de Caldeirão Grande, município composto por 13.713 pessoas, de acordo com informações publicadas no Facebook de André Araújo da Rádio Paiaiá FM, o registro foi entorno dos 160mm de chuva.
No distrito do Junco, município de Jacobina, o registro foi 105mm. Na Sapucaia, região da Palmeirinha, também município de Jacobina, registrou 110mm de chuva. No Bom Jardim, região de Serrolândia, 90mm. Em Vaca Brava, Povoado de São José do Jacuípe, o registro foi de 60mm, assim como outros registros em muitos outros pontos da região, fazendo desse momento um dos mais importantes dos primeiros dias de 2018.
Tipos de chuvas:
Há dois tipos básicos de precipitação: estratiformes e convectivas.
As precipitações podem estar associadas a diferentes fenômenos atmosféricos sob diferentes escalas de desenvolvimento temporal e espacial. Por exemplo:
Chuvas frontais são causadas pelo encontro de uma massa fria (e seca) com outra quente (e úmida), típicas das latitudes médias, como as de inverno no Brasil Meridional que caminham desde o Sul (Argentina) e se dissipam no caminho, podendo, eventualmente, chegar até o estado da Bahia. Por ser mais pesado, o ar frio faz o ar quente subir na atmosfera. Com a subida da massa de ar quente e úmida, há um resfriamento da mesma que condensa e forma a precipitação. São, geralmente, de média intensidade, grande duração e atingem grandes áreas.
Exemplo de chuvas de convecção no município de Coronel Fabriciano, no estado de Minas Gerais, Brasil
Chuvas de convecção ou convectivas são também chamadas de "chuvas de verão" na Região Sudeste do Brasil e são provocadas por intensa evapotranspiração de superfícies úmidas e aquecidas (como florestas, cidades e oceanos tropicais) acrescida de convergência do vento horizontal. Chuvas convectivas em geral estão associadas a núvens Cúmulo nimbos de grande desenvolvimento vertical. O ar ascende em parcelas de ar que se resfriam de forma praticamente adiabática (sem trocar calor com o meio exterior) durante sua ascensão. Precipitação convectiva é comum no verão brasileiro, na Floresta Amazônica e no Centro-Oeste. Na região Sudeste, particularmente sobre a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Na região Nordeste, exceto nas áreas litorâneas e sobre a Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) também ocorrem tempestades convectivas associadas a entrada de brisa marítima ao final da tarde com graves consequências sobre as centenas de áreas de risco ambiental. Estas chuvas também são conhecidas popularmente como "pancadas de chuva", "aguaceiros" ou "torós". São, geralmente, de grande intensidade, pequena duração e atingem pequenas áreas. Quando maiores e de duração superior a uma hora pode indicar agrupamento de tempestades ou mesmo Super-células (grandes tempestades com ventos intensos e forte precipitação)
Chuvas orográficas, estacionais, de serra ou de relevo ocorrem quando os ventos úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira montanhosa, como é normal nas encostas voltadas para o mar. São comuns no litoral nordestino, onde a barreira é feita pelo Planalto da Borborema, nos litorais paranaense, catarinense e paulista e em todo o litoral brasileiro na Serra do Mar. Esse tipo de precipitação pode estar associada a presença do efeito Föhn, que condiciona a existência de áreas mais secas a sotavento dessas barreiras. São geralmente de pequena intensidade e grande duração e atingem pequenas áreas.
As maiores precipitações registradas na região sudeste ocorreram em fevereiro de 1966 quando durante um tórrido verão se juntaram uma frente fria com as precipitações convectivas e na Serra do Mar as chuvas orográficas, ocasionando grandes desastres sobretudo no eixo Rio-São Paulo. Esta chuva excepcional de período de retorno ou recorrência calculado como cerca de 100 anos está registrada no livro "Enchentes no Rio de Janeiro" publicado pela SEMADS-GTZ.
Texto: Arnaldo Silva, DRT – 2805/BA – com informações complementares do Wikipédia, foto: Facebook de Noita, moradora da Avenida ACM, Capim Grosso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário