O ano de 2019 começou pesado em Capim Grosso, no tocante a violência. Foram nove pessoas assassinadas nos primeiros meses do ano; fatos que deixaram a população apreensiva, a ponto de ser trabalhada uma grande força tarefa entre Ministério Público, na pessoa de Dra. Cintia;
91ª CIPM, na pessoa do Major Medeiros; Policia Civil, na pessoa do delegado, Dr Humberto Marino, esse de licença, tendo como substituto, Dr. Eugênio; Dra. Ana Lúcia, Juíza substituta da Comarca local, mais a participação da sociedade civil organizada, poderes executivo e judiciário, mediante audiência pública realizada no prédio do Poder Legislativo. Resultado: o trabalho realizado levou a 91ª CIPM, extensiva a mais sete municípios: Gavião, Quixabeira, São José do Jacuípe, Mairi, Várzea da Roça, Serrolândia e Várzea do Poço, a ampliar um efetivo que sempre abaixo das necessidades da população regional, principalmente Capim Grosso, em 47 novos policiais, tendo como saldo de imediato, um clima de tranquilidade em toda a cidade.
De acordo com os registros do REPORTERBAHIA, já passava de 60 dias, sem um crime de homicídio na cidade; o que precisou de apenas uma semana para a estatística ser elevada e o clima de tranquilidade, ser quebrado em duas oportunidades: na tarde de quarta-feira, 03 de Julho, fato registrado no Bairro Água Nova, localidade que fica às margens da BR 324, sentido Jacobina, tendo como referência o açude, com a morte de um jovem, que teria sido alvejado por homens em um carro de dados não especificados, tendo ainda como registro uma pessoa baleada.
O segundo episódio, foi registrado na tarde desse sábado, no Bairro Novo Oeste, tendo como vítima o jovem Marcelo Araújo dos Reis, conhecido como Marcelinho, de aproximadamente 23 anos, filho de Nino, que trabalha na Prefeitura Municipal de Capim Grosso, homem religioso, com forte envolvimento nas ações sociais da Igreja Católica.
A vítima estava segundo relatos, em um Lava Jato, no Bairro Novo Oeste, quando foi alvejado, chegando ainda a ser socorrido para a UPA 24h, mas não resistiu e veio o óbito, com o corpo sendo conduzido para o DPT – Departamento de Polícia Técnica – com sede em Jacobina, para os procedimentos de praxe.
De acordo com nota divulgada em carro de som, na manhã deste domingo, 07, o corpo de Marcelinho, será velado no PAFAC, no Bairro José Mendes, com sepultamento às 17, no cemitério da Avenida ACM.
A morte de Marcelinho, eleva para 11 assassinatos, em 2019, no município de Capim Grosso, sendo que das 11 ocorrências, vale relembrar que no dia 10 de Fevereiro, no Bairro Planaltino, foi registrado um fatos mais alarmantes dos últimos tempos na cidade, denominado de crime de Feminicídio, ou seja: o homicídio cometido contra mulheres que é motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero, tendo como vítima, a jovem Tamires, de apenas 26 anos, para no dia 16 Abril, o homem de nome Rafael dos Santos, acusado pelo Ministério Público, de assassinar citada jovem, ser preso na cidade de Miranorte, no Tocantins, dentre outros acontecimentos que tem marcando o ano em curso, na cidade dos quatro contornos.
Só para o leitor ter uma ideia, o Brasil teve 65,6 mil assassinatos em 2017, informação publicada pelo Atlas da Violência; número maior que o divulgado pelas autoridades de segurança. O estudo feito pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública considera registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. São 1.707 mortes a mais que o divulgado pelos órgãos de segurança no país. Relatório alerta para violência contra jovens, negros, mulheres e população LGBTI+. Mortes por arma de fogo atingem patamar recorde.
Texto: Arnaldo Silva, DRT – 2805/BA – Foto: Kell Rosário Ribeiro/Faceebook.
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